A Orquestra Brasileira de Sapateado, anteriormente chamada “Cia Dá No Pé”, é uma Companhia de artistas sapateadores, de natureza cultural, fundada em 1980 e declarada de interesse público por decreto de 27 de maio de 1993.
Criada pelas coreógrafas Stella Antunes e Amalia Machado e pelo maestro Tim Rescala (desde 1990 ), essa parceria vem construindo um trabalho sólido e respeitado.
Com um curriculum de muitos espetáculos de sucesso, a OBS amadureceu adquirindo o status de companhia de repertório, a exemplo dos mais prestigiados grupos de dança e teatro, conquistando seu espaço no cenário artístico brasileiro
A Orquestra Brasileira de Sapateado, além dos tradicionais musicais infantil e adulto, desenvolve um trabalho inovador e peculiar sob a batuta do maestro Tim Rescala.
Uma orquestra que tem basicamente dois naipes, mas que lêem a mesma partitura: o dos sapateadores e o dos músicos.
Enquanto os instrumentos dos músicos são o sax, o piano, o baixo e a bateria, os instrumentos dos sapateadores são os pés, com os quais são capazes de fazer música com todos seus matizes de timbre, intensidade e fraseado. Os pés desses intérpretes se integram organicamente ao naipe dos músicos, formando uma orquestra, que, além de incomum, é, acima de tudo, brasileira, em sua musicalidade, em sua criatividade, misturando harmonicamente elementos de teatro, dança e música.
Sempre com uma indispensável dose de bom humor.
A Orquestra Brasileira de Sapateado fortaleceu as atividades e ampliou ainda mais sua atuação, desenvolvendo um número cada vez maior de espetáculos e projetos culturais. Por intermédio da sinergia com patrocinadores e parceiros nos seus diversos projetos, a Orquestra garantiu sua expansão, aprimorando e desenvolvendo sua capacidade técnica e criativa sempre visando atingir os seus objetivos:
O filme conta uma parte da história do sapateado no Brasil, através da trajetória da Orquestra Brasileira de Sapateado, suas ações e integrantes, desde 1980, com a companhia que a antecedeu, até 2016.
Criada por Stella Antunes, Tim Rescala e Amália Machado, a OBS abriu muitas portas para o Tap no Brasil através de eventos importantes como as “Sapateatas”, na Orla de Ipanema, muitos espetáculos e até inovações tecnológicas, como o famoso “Sapato Midi”, criado por Tim Rescala e desenvolvido por um engenheiro conhecido pelo apelido “Zé Louco”.
A Orquestra Brasileira de Sapateado criou um espaço importante no cenário cultural, impondo nele a presença de uma arte estrangeira, agora mixada às nossas raízes. É fácil perceber que, com os pés e mãos afinados, a orquestra conquistou, ao longo destes anos, a unificação da linguagem, tornando o sapateado mais moderno e dinâmico, misturando o teatro, a dança e a música sempre com bom humor e brasilidade.
O filme celebra os 25 anos da OBS ao mesmo tempo que apresenta a nova geração de sapateadores brasileiros e de outros países, interessados nos nossos ritmos e na “ginga” do Tap.
Atriz, coreógrafa, diretora e produtora, Stella Antunes iniciou seus estudos de sapateado em 970 e leciona desde 1977. Com formação emartes cênicas, música e atuação, estudou com grandes mestres no Brasil e no exterior. Emparceria com Amália Machado, fundou a Cia. Dá no Pé e, posteriormente, a Orquestra Brasileira de Sapateado, marco definitivo do sapateado com música ao vivo no país. Criadora das Sapateatas e da Semana de Sapateado, foi presidente da Associação Brasileira de Sapateado entre 1994 e 1999. Atuou como bailarina, atriz, produtora e diretora em espetáculos premiados, além de trabalhos para teatro, televisão e ópera. Recebeu diversas homenagens por sua contribuição à dança brasileira.
Compositor, pianista e diretor musical, TimRescala formou-se em música pela UNIRIO e pela Escola de Música Villa-Lobos, estudandocomposição com Hans-Joachim Koellreutter. Éfundador e diretor musical da Orquestra Brasileira de Sapateado, sendo responsável pela integração entre música ao vivo e dança. Autor de óperas, musicais e trilhas para teatro, cinema e televisão, recebeu os principais prêmios da cena cultural brasileira, como Shell, Mambembe, APTR e Golfinho de Ouro, além de indicação ao Grammy Latino. Sua obra inclui produções para a TV Globo, peças encenadas no Brasil e no exterior e projetos voltados à formação musical de crianças e jovens, consolidando uma trajetória de grande relevância artística.
Sapateadora, coreógrafa e professora, Amália Machado iniciou seus estudos ainda na infância e construiu sólida formação em sapateado, balé, jazz, música e artes cênicas, com aperfeiçoamentos frequentes em Nova York. Em parceria com Stella Antunes, fundou o primeiro grupo profissional de sapateado do Rio de Janeiro e, posteriormente, a Orquestra Brasileira de Sapateado, onde atua há mais de 30 anos como diretora e coreógrafa. Foi responsável por criações marcantes, projetos de formação, eventos históricos como a Sapateata e pela consolidação do sapateado como linguagem cênica no Brasil. Autora do livro Tap – A Arte do Sapateado, é reconhecida nacionalmente como uma das principais referências da área
As Sapateatas foram eventos criados e realizados por Stella Antunes e Amália Machado, ocorridos entre 1991 e 1995, sempre no mês de maio, em comemoração ao Dia Internacional do Sapateado.
Era um grande desfile de sapateado, reunindo cerca de 500 participantes, realizado no Rio de Janeiro, na Avenida Vieira Souto, em Ipanema. A concentração acontecia na altura da Rua Paul Redfern e, em ritmo de carnaval se deslocava pela orla por quase três quilômetros, finalizando com um grande espetáculo no Parque Garota de Ipanema, no Arpoador, com a participação de grupos de sapateado de todo o Brasil.
Inspirado na estrutura de uma escola de samba, o desfile era dividido em alas, todas coreografadas por Stella Antunes e Amália Machado. Cada ala contava com uma comissão de frente composta por sapateadores profissionais, responsáveis pela execução das coreografias. As alas eram organizadas por níveis técnicos — iniciantes, intermediários e avançados — abrangendo participantes de todas as idades. Simpatizantes e admiradores do sapateado também eram convidados a participar do desfile.
Os participantes desfilavam embalados pelo som de bateria, ritmistas e um puxador de samba, cantando o samba-enredo composto por Tim Rescala, que narrava a história do sapateado.
Em 1992 e 1993, em parceria com Luyz Baldijão, o evento também foi realizado em Campinas (SP), com desfiles na Avenida Heitor Penteado, seguindo em direção à Lagoa do Taquaral e encerrando-se com um espetáculo na Concha Acústica.
Pela sua dimensão artística e impacto cultural, As Sapateatas tornaram-se um evento relevante no calendário cultural da cidade do Rio de Janeiro.
Consolidaram-se como um importante acontecimento de difusão do sapateado no Brasil, promovendo visibilidade, formação de público e integração entre artistas profissionais, estudantes e a comunidade.
O sapato MIDI é um instrumento musical criado em 1997 para a OBS , que consiste em um par de sapatos de sapateado tradicional adaptados para funcionar como um controlador MIDI.
A sigla MIDI (Musical Instrument Digital Interface) refere-se a um padrão internacional, um protocolo que orienta os fabricantes de instrumentos eletrônicos.
A tecnologia MIDI permite que um instrumento controlador — como um teclado, uma guitarra, um saxofone ou, neste caso, um par de sapatos — acione os timbres de outro instrumento, chamado de receptor MIDI. Dessa forma, um saxofone MIDI pode produzir sons de piano, um teclado MIDI pode acionar sons de bateria e assim por diante.
O sapato MIDI também pode, portanto, produzir sons de bateria, violino, clarineta, voz, entre muitos outros, ampliando as possibilidades sonoras do sapateado para além da percussão acústica tradicional.
O instrumento desenvolvido pelo engenheiro José Augusto Pedro Lima, especialmente para a Orquestra Brasileira de Sapateado,
possui também um sistema de transmissão de informações por frequência modulada (FM), o mesmo utilizado por microfones sem fio,
o que permite que o sapateador se movimente sem que haja fios ligados aos seus pés.
A Orquestra Brasileira de Sapateado apresenta o espetáculo Maquinária, um trabalho que une música ao vivo e sapateado, explorando a relação entre o movimento humano e o funcionamento das máquinas.
O termo maquinária, muito utilizado no meio teatral para designar o conjunto de mecanismos responsáveis pelo funcionamento do palco, é aqui empregado como metáfora da ação mecânica, do ritmo e da musicalidade produzidos tanto por máquinas quanto pelo corpo humano.
O espetáculo parte da constatação de que a música, assim como o teatro, faz uso constante de máquinas em seus processos de criação. Seja por meio de equipamentos eletrônicos ou de instrumentos artesanais, a presença da máquina atravessa todas as formas de produção artística.
Um dos destaques do espetáculo é o uso do Sapato Midi, um sofisticado aparato eletrônico que amplia as possibilidades sonoras do sapateado tradicional. Com ele, o sapateador passa a produzir sons inéditos, dialogando diretamente com os músicos e criando uma nova linguagem musical e cênica.
A Orquestra Brasileira de Sapateado tem como marca registrada a execução de música ao vivo em seus espetáculos desde sua formação. Esse recurso permite que o processo de criação aconteça de forma orgânica, com coreografias e composições sendo desenvolvidas simultaneamente durante os ensaios.
Em Maquinária, a música e a cena caminham juntas, resultando em números nos quais sapateadores e músicos compartilham o protagonismo. Cada novo número nasce da elaboração de uma partitura que inclui não apenas os instrumentos musicais, mas também as ações rítmicas dos sapateadores.
O espetáculo reafirma a proposta da Orquestra Brasileira de Sapateado de integrar diferentes linguagens artísticas, criando uma experiência inovadora que transforma o corpo em máquina sonora e a máquina em instrumento de expressão artística.
A Orquestra Brasileira de Sapateado apresenta o espetáculo Maquinária, um trabalho que une música ao vivo e sapateado, explorando a relação entre o movimento humano e o funcionamento das máquinas.
O termo maquinária, muito utilizado no meio teatral para designar o conjunto de mecanismos responsáveis pelo funcionamento do palco, é aqui empregado como metáfora da ação mecânica, do ritmo e da musicalidade produzidos tanto por máquinas quanto pelo corpo humano.
O espetáculo parte da constatação de que a música, assim como o teatro, faz uso constante de máquinas em seus processos de criação. Seja por meio de equipamentos eletrônicos ou de instrumentos artesanais, a presença da máquina atravessa todas as formas de produção artística.
Um dos destaques do espetáculo é o uso do Sapato Midi, um sofisticado aparato eletrônico que amplia as possibilidades sonoras do sapateado tradicional. Com ele, o sapateador passa a produzir sons inéditos, dialogando diretamente com os músicos e criando uma nova linguagem musical e cênica.
A Orquestra Brasileira de Sapateado tem como marca registrada a execução de música ao vivo em seus espetáculos desde sua formação. Esse recurso permite que o processo de criação aconteça de forma orgânica, com coreografias e composições sendo desenvolvidas simultaneamente durante os ensaios.
Em Maquinária, a música e a cena caminham juntas, resultando em números nos quais sapateadores e músicos compartilham o protagonismo. Cada novo número nasce da elaboração de uma partitura que inclui não apenas os instrumentos musicais, mas também as ações rítmicas dos sapateadores.
O espetáculo reafirma a proposta da Orquestra Brasileira de Sapateado de integrar diferentes linguagens artísticas, criando uma experiência inovadora que transforma o corpo em máquina sonora e a máquina em instrumento de expressão artística.